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Espiritualidade

Verdade esquecida: todo santo é um místico

citação2Atenção: todo santo é um místico.

Embora nem todo místico seja um contemplativo “professo”, por assim dizer.

Isto significa que o santo “prático” ou “de ação” – do apostolado, da caridade social ou até da atividade política – tem, dentro desses marcos, uma Caridade singular que o distingue claramente dos meros “homens de ação”, e que expressa inequivocamente, em sua atividade, o Fim transcendente, a ele conduzindo.

Ninguém jamais será santo por ser (apenas) um eficiente homem de ação, ou mesmo alguém muito preocupado com os problemas humanos temporais ou a justiça social, o que se pode ser com os recursos meramente naturais, e com o qual se pode ir tranquilamente ao inferno.

– Joathas Bello

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Crise Eclesiologia Liturgia Teologia

Quantos ritos romanos?

Frente as polêmicas recentes levantadas por bons liturgistas que defendem que o rito paulino é superior ao tradicional, Dr. Peter Kwasniewski foi entrevistado para esclarecer uma série de questões sobre o desenvolvimento e a relação entre os dois ritos:

Uma transcrição pode ser lida aqui

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Crise

A revolução pós-conciliar nos seminários

Seria interessantíssimo se um vídeo como esse fosse feito com o testemunho de alguém que viveu essa revolução com as particularidades próprias de nosso país (TL/D. Hélder, relação da Igreja com o regime militar, falta de circulação de informações, o paradigma “Campos-TFP-D. Sigaud”, etc.). 

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Arte Brasil profundo

Arquitetura bandeirante

Informações retiradas (e modificadas) na página Terra de Santa Cruz do FB:

Um dos melhores exemplos de arquitetura bandeirante em São Paulo é o Sítio Santo Antônio localizado no município de São Roque, construído entre 1640 e 1682.

A casa grande foi construída aproximadamente em 1640, época em que o bandeirismo estava em seu auge, pelo bandeirante Fernão Paes de Barros, em terras doadas por seu pai Fernão Vaz de Barros. Seu proprietário era um dos maiores financiadores das bandeiras e conseguiu se capitalizar através da policultura.

Apesar de já existir uma capela dentro da casa grande, por insistência da esposa do Capitão Fernão Paes de Barros, Dona Maria Mendonça, em 12 de junho de 1682, foi inaugurada a Capela do Sítio Santo Antônio, a 30 metros da casa grande. Segundo o barão de Piratininga, o padre Belchior de Pontes celebrava missas na capela.

capela

Sua planta não segue as plantas tradicionais da arquitetura religiosa da época, e sim das capelas jesuíticas, tendo a nave e o altar principal em um mesmo corpo de construção.

No que tange à conservação, a primeira restauração foi realizada durante quase toda a década de 40, sendo que em 1965 o interior da capela sofreu uma nova intervenção para a reconstituição das tábuas do altar principal.

capela 1940

interior 1940

Nada descreve melhor o Sítio de Santo Antônio do que estas palavras escritas por Mário de Andrade em 1937:

Em vez de se preocupar muito com a beleza, há de se reverenciar e defender especialmente as capelinhas toscas, as velhices dum tempo de luta e os restos de luxo esburacado que o acaso se esqueceu de destruir. Está neste caso a deliciosa capela de Santo Antônio, no município de São Roque, a setenta quilômetros da Capital, para as bandas do oeste.

O valor histórico desse conjunto arquitetônico pode ser atribuído a vários fatores. Desde a data de construção, até a importância de seus ilustres proprietários: Fernão Paes de Barros, Barão de Piratininga e o escritor modernista Mário de Andrade. Este último adquiriu e doou, em 1947, os imóveis ao Serviço de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Ao doar o imóvel, o escritor fez uma exigência: ser o zelador deste patrimônio enquanto estivesse vivo (sua intenção era tornar a casa grande um local de repouso para os artistas brasileiros).

A riqueza arquitetônica da casa grande e da  capela já foi objeto de estudo e teses acadêmicas. O arquiteto Lucio Costa foi um dos primeiros profissionais renomados a identificar as manifestações de arte genuinamente brasileira que o local apresenta. Quando descoberta em 1937, quase metade do prédio da casa grande já havia ruído, mas ainda houve condições para os técnicos e historiadores constatarem os padrões tradicionais característicos dos três primeiros séculos de ocupação do planalto paulista: paredes de taipa de pilão; armadura da cobertura formada por cumeeira, espigões e frechais apoiados ao longo das paredes, caibros que se prolongavam para fora do edifício sustentando largos beirais; poucas e pequenas portas e janelas feitas em canela e ainda calçadas de pedras irregulares e chão batido.

Algumas fotos vieram deste blog.

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Contrarrevolução Política Sociedade

Reinado Social de Nosso Senhor Jesus Cristo e o Estado Católico, com o Prof. Carlos Nougué

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Análise junguiana do Motu Impróprio

Apresento aos leitores uma das análises mais criativas que já vi sobre o a perseguição ao patrimônio da Igreja, concretizado no rito romano tradicional, que foi iniciada pelo “Papa” Francisco:

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Filosofia

Existe uma verdade absoluta?