Recebi a seguinte pergunta:
“Recentemente notei que estão chamando o rito tridentino de rito gregoriano. As chamadas missas gregorianas têm alguma relação com isso?”
Não, não é a mesma coisa.
De fato, dada as costumeiras denominações imprecisas (“rito tridentino”, “Missa de sempre”) ou a insatisfatória nomenclatura do Motu Proprio (“forma extraordinária”), o rito romano tradicional passou, de uns anos para cá, a ser amplamente chamado de rito gregoriano, tendo em vista que foi no pontificado do Papa Gregório Magno que suas partes essenciais ganharam a forma definitiva.
Isso não tem nenhuma relação com o que significa a expressão Missas Gregorianas.
A Som Livre decreta o fim da marchinha, do frevo e do samba como gêneros carnavalescos. A gravadora global reuniu a sertaneja Marília Mendonça, com a dupla Maykow & Bruno, e lança sexta-feira, dia 3, o single digital Eu tô com Ismo, apostando que este será o hit do Carnaval 2017. A produção faz uso do voraz mimetismo do sertanejo, dito universitário, num ritmo indefinido, mas dançante, com temática surrupiada às bandas de fuleiragem music, e da batidinha de estúdio de fundo de quintal dos MCs do Youtube. O refrão é de uma indigência lamentável: “É cachacismo, mulherismo, senvergonhismo, cervejismo, no Carnaval só vai dar isso”. Não demora, os sertanejos dominarão também as prévias carnavalescas, como já dominam quase todas as festas no país. É um novo gênero musical, que cada vez mais lembra o crack: droga extremamente prejudicial à saúde, cuja duração da lombra, ou efeito, como queiram, é só de alguns minutos.