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Liturgia Teologia

Missas gregorianas

Recebi a seguinte pergunta:

“Recentemente notei que estão chamando o rito tridentino de rito gregoriano. As chamadas missas gregorianas têm alguma relação com isso?”

Não, não é a mesma coisa.

De fato, dada as costumeiras denominações imprecisas (“rito tridentino”, “Missa de sempre”) ou a insatisfatória nomenclatura do Motu Proprio (“forma extraordinária”), o rito romano tradicional passou, de uns anos para cá, a ser amplamente chamado de rito gregoriano, tendo em vista que foi no pontificado do Papa Gregório Magno que suas partes essenciais ganharam a forma definitiva.

Isso não tem nenhuma relação com o que significa a expressão Missas Gregorianas.

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Cultura

No Carnaval só vai dar isso

Faço minhas as palavras de José Teles (Jornal do Commercio, Recife, 1 de fevereiro de 2017):

quoteA Som Livre decreta o fim da marchinha, do frevo e do samba como gêneros carnavalescos. A gravadora global reuniu a sertaneja Marília Mendonça, com a dupla Maykow & Bruno, e lança sexta-feira, dia 3, o single digital Eu tô com Ismo, apostando que este será o hit do Carnaval 2017. A produção faz uso do voraz mimetismo do sertanejo, dito universitário, num ritmo indefinido, mas dançante, com temática surrupiada às bandas de fuleiragem music, e da batidinha de estúdio de fundo de quintal dos MCs do Youtube. O refrão é de uma indigência lamentável: “É cachacismo, mulherismo, senvergonhismo, cervejismo, no Carnaval só vai dar isso”. Não demora, os sertanejos dominarão também as prévias carnavalescas, como já dominam quase todas as festas no país. É um novo gênero musical, que cada vez mais lembra o crack: droga extremamente prejudicial à saúde, cuja duração da lombra, ou efeito, como queiram, é só de alguns minutos.

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Política

Fake News

É incrível como a mídia repercutiu as manifestações contra a decisão de Trump proibindo a  entrada de pessoas de certos países nos Estados Unidos e praticamente não falou nada sobre a Marcha pela Vida em Washington. Dois pesos e duas medidas que não seriam percebidos sem a internet.

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Catequese Espiritualidade

Contar piadas é pecado?

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Cultura Sociedade

Estamos de volta ao normal

quoteO que se discute menos é a polarização da cultura, e as novas câmeras de eco dentro das quais ouvimos e vivenciamos os atuais sucessos culturais. (…) Agora não existe nada tão popular quanto as antigas séries; as únicas partes da cultura compartilhada que chegam perto são eventos esportivos periódicos, vídeos virais e paroxismos ocasionais de indignação política.

Em vez disso, estamos voltando à era cultural que antecedeu o rádio e a televisão, período no qual o entretenimento era fragmentado e sob medida, quando satisfazer um nicho era um imperativo econômico maior do que entreter a sociedade como um todo.

“Estamos de volta ao normal, de certa forma, porque antes de existir o rádio ou a teledifusão, não havia uma cultura compartilhada”, diz Lance Strate, professor de comunicação da Universidade Fordham. “Durante a maior parte da história da civilização, não houve nada como a televisão. Foi um momento realmente ímpar da história ter tantas pessoas assistindo à mesma coisa ao mesmo tempo.”

Farhad Manjoo (Público na TV se pulveriza cada vez maisNew York Times/Jornal do Commercio, Recife, 27 de janeiro de 2017)

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Educação Política

Quem os (nos) representa?

Na semana retrasada, depois de quase três meses entre greves (dos técnicos e depois dos professores), ocupações e enrolações típicas das universidades federais, voltei às aulas (sou advogado e estudo geografia) para concluir uma parte das disciplinas. Obviamente, não pude deixar de notar os estragos feitos no edifício onde se situa a sede de meu curso e falar, com colegas e professores, sobre o que ocorreu em outros dois prédios próximos.

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Ficando no que me diz respeito diretamente, a contradição foi flagrante: pessoas que proclamam lutar por uma causa republicana, depredaram o bem público. E isso não foi nenhuma surpresa, é um comportamento esperado a partir da tolerância contumaz da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) com grupelhos e indivíduos ligados a um envelhecido radicalismo de esquerda; com facilidade eu poderia fazer uma lista de episódios de intolerância ideológica que presenciei ou que aconteceram comigo no último ano e que são perfeitamente representados neste trecho de um artigo de Cláudio de Moura Castro (Quem os representa?, Veja, 14 de dezembro de 2016), no qual ele descreveu a balbúrdia provocada por sindicalistas numa conferência dada por a professores:

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Apologética Bíblia

Lutero adulterou a Bíblia sim!

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Eclesiologia

O católico e a Igreja

Pareceria haver grave necessidade hoje em nosso país de instrução exata e clara sobre a obrigatoriedade e a qualidade do amor que os católicos devem ter pela verdadeira Igreja de Jesus Cristo. A afeição de um católico pela sua Igreja é uma realidade valiosa demais para ser descuidada ou simplesmente considerada como coisa já consolidada. O católico que falha em dedicar à Igreja uma devoção e uma lealdade generosas arruína a sua própria vida espiritual e subtrai da obra corporativa de Cristo na sociedade de Seus discípulos. A fim de que a nossa gente possa ser preservada dos efeitos calamitosos que decorrem da minimização ou da retenção do amor pela Igreja, explicitar alguns ensinamentos sobre esse ponto é sumamente oportuno.

leia o restante em Luzeiros da Igreja em língua portuguesa – CVIII — Acies Ordinata