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Ética e moral Vida

Imbecilidade da semana

Hoje no Jornal do Commercio (Recife) li a seguinte colocação do coordenador de medicina fetal do Centro Integrado Amaury de Medeiros (CISAM – que também poderíamos chamar de Cabeças Inocentes Monstruosamente Amputadas, dado o fato de lá se realizarem “abortos legais” desde a década passada):

O termo seria interrupção prematura da gravidez [nota: não pode ser aborto porque em geral o diagnóstico intraútero da microcefalia é tardio, dado geralmente após 30ª semana]. Nesse caso, o bebê vai nascer vivo. E quem vai decidir se ele continuará vivo ou não?

(…)

Não acho certo ou errado a mãe querer interromper a gestação de um bebê com microcefalia. A partir do momento em que o assunto se torna institucional, é importante pensar em todas as etapas, que a gestação será interrompida, mas as crianças vão nascer vivas.

Oi?????????? Então se afirma que as crianças vão nascer vivas e que, portanto, poderão ser mortas fora do útero, mas isso não é certo ou errado, é apenas um procedimento burocrático? Mengele deve estar controlando telepaticamente os “doutores” lá do inferno onde recebe por toda a eternidade a paga da sua atuação na medicina.

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Espiritualidade

A lei da abstinência

O Evangelho desta primeira 6.ª-feira da Quaresma no rito paulino nos fala de uma realidade hoje quase esquecida: o jejum. Aproveitado-se dessa leitura, Padre Paulo nos explica de que modo devemos cumprir o quarto mandamento da Igreja: “Jejuar e abster-se de carne”. Afinal de contas, quais são os dias de penitência? O que devemos fazer para obedecer com fidelidade às leis de Deus e aos preceitos de nossa Mãe Igreja? Assista à homilia desta 6.ª-feira e descubra as respostas!

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Apologética Liturgia Oração

Via Dolorosa

Texto originalmente em: Pela Fé Católica

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triduo - Flagelação

A Igreja sempre julgou salutar para a alma dos seus fieis a meditação na Paixão e Morte de Nosso Senhor Jesus Cristo. Rapidamente, pois, se difundiu a devoção à Via Sacra.

Esta prática cresce sobremaneira à época da Quaresma, como preparação espiritual na consideração do augusto mistério da Redenção.

Some-se a isso o fato de que este piedoso ato é enriquecido por indulgência plenária, conforme concessão 63 do Manual de Indulgências (destaques meus):

“Concede-se indulgência plenária ao fiel que fizer o exercício da via-sacra, piedosamente.

  1. Requerem-se catorze cruzes para erigir a Via Sacra; junto com as cruzes, costuma-se colocar outras tantas imagens ou quadros que representam as estações de Jerusalém.
  2. Requer-se piedosa meditação só da Paixão e Morte do Senhor, sem ser necessária a consideração do mistério de cada estação.
  3. Exige-se o movimento de uma para a outra estação. Mas se a via-sacra se faz publicamente e não se pode fazer o movimento de todos os presentes ordenadamente, basta que o dirigente se mova para cada uma das estações, enquanto os outros ficam em seus lugares”.

Infelizmente para o Brasil, a CNBB está eivada de ideologia esquerdista e por ocasião da Quaresma lança a terrível e degradante Campanha da Fraternidade (CF). Para piorar ainda mais a situação dos fieis brasileiros, cada CF tem seu formulário da Via Sacra que, em lugar de se dedicar à meditação da Paixão, foca-se no humanismo modernista dessa Conferência.

Ademais, os modernistas inventaram uma outra estação, evidentemente influenciados pela nova doutrina do Mistério Pascal, em que se medita também a Ressurreição do Senhor. Assim, eles fazem 15 estações e meditam em mistérios além da Paixão e Morte de Cristo, contrariando o que o próprio Manual define: 14 estações que meditem na Paixão e Morte de Nosso Senhor.

Por causa disso, colocamos aqui um formulário católico para meditação desta tão salutar devoção.

Via Sacra

Via Sacra (livreto)

Espero que esta pequena ajuda possa auxiliar verdadeiramente aqueles que querem viver a Fé Católica.

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Ética e moral

Meios ordinários e extraordinários de manter a vida

Se vivemos, vivemos para o Senhor; se morremos, morremos para o Senhor. Quer vivamos quer morramos, pertencemos ao Senhor (Romanos XIV, 8).

Na época da terrível morte de Terry Schiavo, nos EUA, uma pergunta ganhou corpo na reflexão ética: onde se inicia o excesso terapêutico? Obviamente, tal questionamento não era novo, ele já passou pela cabeça de quase todos que se depararam com uma situação limite que atingiu um amigo ou parente, mas naquele momento, nos meios tradicionalistas católicos, a problemática se tornou fraticida, na medida em que algumas vozes influentes mostraram divergência sobre o que se entendia como moralmente correto na condução do caso citado. Uma resposta doutrinariamente precisa e, ao mesmo tempo, aberta às mudanças da técnica era necessária e, por isso, acabei conseguindo um texto do então professor de Teologia Moral do seminário da FSSPX nos EUA, o Pe. Juan Carlos Iscara, que traduzi e resumi da maneira que segue:

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Teologia

Pe. Garrigou-Lagrange X Pe. Marin-Sola

Texto do confrade Rui:

Não há unanimidade entre os próprios tomistas. Recentemente, descobri que houve uma grande polêmica envolvendo dois grandes nomes da escola dominicana (tomista), Pe. Garrigou-Lagrange e Pe. Marin-Sola, a respeito da permissão de Deus em relação ao mal e do concurso divino envolvendo o pecado. O referido Pe. Marin-Sola, pelo que consegui pesquisar sobre sua posição, é autor de um estudo publicado na Revista Tomista em 1925, no qual defende uma noção de graça suficiente, distinta da noção do Pe. Garrigou-Lagrange, que daria não só a potência para agir (posse agere), mas também o próprio agere, enquanto incoação do ato, para os atos considerados fáceis ou imperfeitos. Consequentemente, os atos difíceis ou perfeitos continuariam necessitando da graça infalivelmente eficaz, ao passo que a graça suficiente seria uma graça falivelmente eficaz, porque permitiria ao pecador, somente com ela, realizar esses atos fáceis, ou então por-lhe impedimento, que proviria unicamente da vontade humana. Dessa forma, a doutrina nova exposta pelo Pe. Marin-Sola entende que Deus é autor de todo o bem, enquanto o homem é autor do impedimento que se possa fazer a esse bem, seja no nível da graça suficiente, que seria a premoção física ordinária ao bem sobrenatural, seja no nível da premoção física ordinária ao bem natural.

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Defesa da vida

Dráuzio Varíola, médico e monstro

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Liturgia

A liturgia cartusiana antes das "reformas"

Texto que traduzi da Enciclopédia Católica de 1967 sobre o rito cartuxo antes das “reformas” que se seguiram ao Vaticano II:

CartuxosOrigens e história

Parece certo que a influência predominante ou exclusiva na formação da liturgia cartusiana foi a do rito da Sé Primaz de Lion, da qual Grenoble era sufragânea. Isso é verdade para a Missa e, em grande parte, para o Ofício, pois, nesse último caso, a ordem da salmodia (que governa a forma das Horas) acabou por seguir a da Regra de São Bento (para as outras partes variáveis do Ofício, o Antifonário de Lion serviu de referência).

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Contrarrevolução Política Sociedade

Marxismo e revolução cultural