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Liturgia

Sagrado uso do véu

Texto do confrade Karlos:

veuPor quase 2000 anos, mulheres Católicas se cobriram com o véu antes de adentrarem na igreja ou em qualquer momento que estivessem na presença do Santíssimo.

A obrigação estava expressa no Código de Direito Canônico (CDC) antigo (1917). Depois do encerramento do Concílio Vaticano II, por algum motivo não sabido exatamente, o uso do véu extinguiu-se. O descaso por parte das autoridades vaticanas sobre o assunto colaborou para a perda do uso. Quando o novo CDC (1983) foi produzido, a questão do véu simplesmente não foi mencionada (não foi abolida, simplesmente não mencionada). Este silêncio do novo CDC é o grande argumento usado por aqueles que rejeitam salutar costume.

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Catequese Espiritualidade

Ilações sobre a morte

Texto do confrade Karlos Guedes:

morteA morte é, de certa, forma, uma criação do homem. Aquela decisão tremenda tomada por Adão, ao ser apresentado a ele, por Eva, o fruto da árvore foi, de fato, o maior dos atos humanos.

Imagino o silêncio e a expectativa de toda a criação naquele momento! Os anjos de um lado; os demônios do outro… cada um esperando a decisão humana mais importante…

Enfim, tomou Adão sua decisão: quis ser igual a Deus! E caiu do alto grau de dignidade que tinha. Imagino que a retirada da graça foi o que eles mais sentiram, pois se sentiram nus (cf. Gn III,10). Contudo, para nós, que já somos concebidos no pecado (cf. Sl L,7), creio não ser a falta da graça o mais ululante dos castigos, mas a morte.

A morte chama-nos à reflexão, tanto religiosa como filosoficamente.

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Apologética

A reencarnação é racional?

Mais um texto do confrade Karlos Guedes: 

Um princípio basilar do espiritismo é o da reencarnação. Aqui não falo especificamente do kardecismo, mas de todas as doutrinas espíritas.

Antes de tudo, darei a definição de reencarnação. Reencarnação é a crença de que, após a morte, a alma de um ser humano retorna à vida com outro corpo. Há também a metempsicose, variação desta doutrina, que é o renascimento ou retorno sob a forma de outras espécies.

Considerando o absurdo ululante da segunda crença, analisaremos somente a primeira. Fá-lo-ei pela razão, não usarei nenhuma citação do Magistério infalível da Igreja ou das fontes da Revelação.

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Catequese

Revelação: Fontes (2 de 2)

O segundo texto da série sobre pontos do catecismo escritos pelo confrade Karlos:

tripé da féA Revelação, cremos encontrar-se em duas grandes fontes: escrita (Sagrada Escritura) e não escrita (Sagrada Tradição). Ambas as fontes, a Tradição e a Escritura, podem ser chamadas de Palavra de Deus.

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Catequese

Revelação (1 de 2)

Texto do confrade Karlos Guedes (é um aprofundamento de alguns pontos da apostila dele que já publicamos aqui):

cegosDeus existe e isso é uma verdade fundamental e demonstrável. Ensina a Igreja: “A mesma Santa Igreja crê e ensina que Deus, princípio e fim de todas as coisas, pode ser conhecido com certeza pela luz natural da razão humana, por meio das coisas criadas” (Concílio Vaticano I, Constituição dogmática De fide catholica, Dei Filius, cap. 2 Denz. 1785 – 3004 em 1870); ou: “Desde a criação do mundo, as perfeições invisíveis de Deus, o seu sempiterno poder e divindade, se tornam visíveis à inteligência, por suas obras; de modo que não se podem escusar” (Rm 1,20); ou ainda: “Diz o insensato em seu coração: Deus não existe” (Sl 52,2).

Isto faz com que o homem, desde o início e sempre, procure se relacionar com Deus. O homem sente essa necessidade e vai além: ele tem a consciência que há algo errado, parece dever algo a Deus.

E o homem tentar chegar a Deus por si mesmo, como resposta a essa busca natural: são as religiões pagãs. Constatamos uma infinidade de crenças nestas religiões. Por quê? Embora haja realmente essa necessidade e essa dívida para com Deus, é certo também que nas condições históricas em que se encontra, o homem experimenta muitas dificuldades para chegar ao conhecimento definitivo de Deus só com as luzes da razão:

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Espiritualidade Liturgia

Septuagésima e as duas cidades

Texto do confrade Karlos:

twocitiesCada vez mais eu percebo a grande verdade ensinada pelo Padre da Igreja Santo Agostinho. De fato, há duas cidades: a cidade terrestre e a cidade de Deus, pois “dois amores erigiram duas cidades, Babilônia e Jerusalém: aquela é o amor de si até ao desprezo de Deus; esta, o amor de Deus até ao desprezo de si” (Santo Agostinho, A Cidade de Deus, 2, L. XIV, XXVIII).

A Igreja propõe-nos um tempo de preparação à Quaresma, a fim de que os jejuns e as penitências não nos apanhem desprevenidos: o Tempo da Septuagésima. Assim faz a Jerusalém; assim faz a cidade de Deus; e assim devem fazer seus cidadãos.

O mundo, contudo, nos impõe as prévias, uma época de preparação para o carnaval, em que tudo se inebria e para de funcionar como deveria, às vezes até levando a prejuízo em vários graus. Assim faz a Babilônia; assim faz a cidade terrestre; e assim seus cidadãos.

Parece ser nesta época que se acirra enormemente as duas facções e depressa nos vem à mente as palavras do Senhor: “Não podeis servir a dois senhores” (Mt 6,24).

Católicos, escolhamos corretamente, pois devemos adorar o Senhor Deus, e só a Ele servir (cf. Dt 6,13).

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Política Sociedade

O governo e a AIDS

Texto do confrade Karlos:

Carnaval é um período interessante. Ele nos preenche de qualquer jeito! Mesmo que não queiramos “brincá-lo”, somos obrigados a assisti-lo na TV. Não há jeito, ele é quase onipresente – infelizmente. Não percebem os responsáveis pela programação das emissoras que, quem não está na folia, é porque não gosta de carnaval e prefere qualquer coisa a assistir carnaval? Na verdade, nem quem gosta dos dias de Momo, se deleita em ver carnaval pela TV.

Despois do desabafo, vamos ao outro, o mais importante. Há quem diga que o governo esta preocupado com a disseminação da AIDS entre os cidadãos. Será mesmo? A única campanha do governo “contra” a AIDS é: “USE CAMISINHA. SE PROTEJA”. Mas será que a lógica recomendaria isso?

governohivUma revista de circulação nacional, uma “referência” em notícias científicas publicou que não é por esse meio que se combate a AIDS. Mas, impressionantemente, é através do que a Santa Igreja prega. Essa notícia pode ser vista aqui. E também foi divulgada aqui e em outros blogs.

A campanha do governo de combate à AIDS se identifica com os seguinte: uma pessoa vai ao Serengeti (região da África onde mamíferos selvagens, como leões e elefantes vivem livremente) e um conhecido lhe diz: “Para você se defender dos leões, leopardos, guepardos, hienas, elefantes, hipopótamos leve uma espingarda”.

Meus caros, não seria muito mais sensato dizer: “Não vá por lá, pois que é extremamente perigoso”? É evidente. Qualquer um diria isso. Por isso o Papa está mais que certo, certíssimo! E como não estaria, se ele apenas disse o que nos ensina o Depósito?

Como o governo quer combater a AIDS e outras doenças e a maternidade irresponsável dizendo: “Transe quanto quiser, mas use preservativo”? E se ele falhar? E se não o usar? A melhor campanha, de fato, não seria: “Cuidado com a promiscuidade. Seja fiel a seu esposo (a)”.

Claro que não estou falando que o governo não deve distribuir os preservativos. Mas o enfoque da campanha não dever ser no seu uso, mas em não precisar usá-lo! Do mesmo jeito que a Doutrina nos ensina. Do mesmo jeito que a melhor maneira de não ser atacado por um leão é não andar em seu habitat.

Por isso me pergunto, o governo realmente quer combater a AIDS?

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Espiritualidade Vida

Por que esse dia é diferente dos outros?

Texto do confrade Karlos Guedes:

tiaO dia amanheceu nublado. Parecia que as trevas da noite não queriam se romper com o raiar do sol…

Mas por quê? Por que hoje foi diferente? Hoje, como todos os dias, a Terra está presa ao Sol; as coisas são atraídas para baixo; as estrelas não caíram da abóbada celeste; pessoas se magoam, se alegram, nascem, morrem…

Sim, a morte! Infelizmente para os que ficam. Feliz para quem se vai, pois é assim que se chega à vida eterna.

E hoje, nosso Senhor chamou para seu refrigério a minha Titi… Soube quando acabara de acordar e estava me arrumando para dar aula.

Ela que, com certeza, é uma das pessoas que mais me ama.

Ela que ajudou na minha criação.

Ela que, o mais importante, me ajudou na minha formação religiosa!

Sou católico por causa de muitas pessoas, mas certamente ela é uma das mais culpadas! Quantas vezes não me levou à Missa mesmo cansada dos afazeres domésticos, só porque eu pedi para “que essa vontade que ele tem de ir à igreja não esvaneça”.

A ela eu chamava de terceira mãe. Sim mãe não da carne, mas da fé!

Sofreu pela doença; mas que seria curada antes do Natal! Outro fator a levou.

Que seus sofrimentos tenham lhe servido de satisfação pelas penas dos pecados, Titi. Que esteja no paraíso, como o senhor diácono rezou: “Que os Anjos te levem e os mártires acorram ao teu encontro e te conduzam  à cidade santa. Que o coro dos Anjos te preste homenagem”.

São José, patrono da boa morte, rogai por ela e agradecemos a ti por tê-la feito passar a páscoa durante o sono.

Tão repentina a morte que não a visitei ontem, como pretendia; tampouco chamei um padre para aplicar-lhe os últimos Sacramentos. Deus me perdoe a displicência!

Interceda por nós aqui na Terra, Titi, principalmente por sua irmã, minha avó, para que tenhamos fé e não desvaneçamos agora.

Para nós que ficamos nos resta o consolo da Santa Religião que nos dá a esperança da ressurreição: “Aqueles, contristados pela certeza da morte, sintam-se consolados com a promessa da futura imortalidade. Para os vossos fiéis, Senhor, a vida é transformada, não tirada; e, destruída a morada desta habitação terrestre, está preparada uma habitação eterna nos céus” (cf. Prefácio dos Defuntos).

Resquiescat in pace.