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Rememorando o genocídio armênio

Entre as várias efemérides que essa quarentena tem trazido à minha mente (como a de meu bisavô ter vivido algo semelhante, em 1918, com a gripe espanhola), hoje veio a do genocídio armênio, o primeiro genocídio do sangrento século XX. Embora não seja tão lembrado quanto o dos judeus, esse massacre provocou a morte de 1,5 milhão de pessoas e foi motivado pelo ódio religioso e pelo romantismo nacionalista (que difere do patriotismo, uma virtude).

De fato, 105 anos atrás os impérios multinacionais, que marcaram boa parte da história humana, já eram vistos como relíquias e relíquias que punham em risco o futuro da nação dominante. Não é de admirar que a I Guerra tenha varrido o Império Otomano, o Austro-húngaro e o Russo. No caso do primeiro, o impulso nacionalista se misturou com a agressividade característica do maometanismo e promoveu a perseguição aos cristãos armênios (a Turquia moderna, nascida nesse caldo, nega o genocídio até hoje).

No intuito de não deixar a data passar, preparei a seguinte galeria:

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Apologética Crise

Verdade esquecida 1: Resistir aos hereges

Do cânon 240, § 1º, das Constituições do I Sínodo Romano, promulgadas pelo Santo Padre João XXIII, através da Constituição Apostólica Sollicitudo omnium Ecclesiarum, de 29 de junho de 1960:

“Também os leigos, procedendo de maneira legítima, ainda que isso lhes cause alguns incômodos, devem resistir aos acatólicos, que não só ousam disseminar entre o povo o que pensam contra a fé católica, como também se esforçam por incutir no espírito dos outros as suas opiniões.”

Fonte: Revista Catolicismo n.° 134, fevereiro de 1962

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“O homem precede o Estado” (Papa Leão XIII): Um Estado que destrói o trabalho está destruindo o primeiro instinto do homem: a auto-preservação.

O remédio proposto pelos governos contra o Coronavírus vai de encontro com seu primeiro instinto: a auto-preservação.

O post original foi publicado no Rorate Coeli

Em tempos nos quais os governos estão destruindo violentamente os empregos de um modo nunca visto na história da humanidade (com as melhores das intenções, como sempre…) é urgente relembrar as lições do Papa Leão XIII sobre a absoluta necessidade do trabalho para a preservação da vida humana – e o dever do Estado de não impedir que o homem persiga “o direito de prover a subsistência do próprio corpo”.

De fato, como é fácil compreender, a razão intrínseca do trabalho empreendido por quem exerce uma arte lucrativa, o fim imediato visado pelo trabalhador, é conquistar um bem que possuirá como próprio e como pertencendo-lhe; porque, se põe à disposição de outrem as suas forças e a sua indústria, não é, evidentemente, por outro motivo senão para conseguir com que possa prover à sua sustentação e às necessidades da vida, e espera do seu trabalho, não só o direito ao salário, mas ainda um direito estrito e rigoroso para usar dele como entender. Portanto, se, reduzindo as suas despesas, chegou a fazer algumas economias, e se, para assegurar a sua conservação, as emprega, por exemplo, num campo, torna-se evidente que esse campo não é outra coisa senão o salário transformado: o terreno assim adquirido será propriedade do artista com o mesmo título que a remuneração do seu trabalho. Mas, quem não vê que é precisamente nisso que consiste o direito da propriedade mobiliária e imobiliária? Assim, esta conversão da propriedade particular em propriedade coletiva, tão preconizada pelo socialismo, não teria outro efeito senão tornar a situação dos operários mais precária, retirando-lhes a livre disposição do seu salário e roubando-lhes, por isso mesmo, toda a esperança e toda a possibilidade de engrandecerem o seu patrimônio e melhorarem a sua situação.

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Espiritualidade Liturgia Pastoral

Vigília no meio da pandemia

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Espiritualidade Liturgia Pastoral

Via Sacra e Paixão e Morte do Senhor

Texto da Via Sacra.

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Espiritualidade Liturgia Pastoral

Quinta-feira na Ceia do Senhor (ao vivo)

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Informação

Leituras do mês (3/2020)

Poland, Russia, Globalism, and the Legacy of Word War II

A Rússia e a Polônia podiam estar unidas numa frente contra o globalismo, mas feridas da época da II Guerra são uma sombra permanente na relação entre os dois países.

The Tridentine Missal Put to the Test by Gallicanism

Um pequeno texto da FSSPX americana que conta a história das variações galicanas que a liturgia romana pós tridentina sofreu até o processo restauratório de D. Guéranger.

“Benedict Option” Author Predicts US Persecution of Christians by the State

Rod Dreher, numa entrevista, expõe sua visão sobre os perigos que se avizinham sobre os cristãos norte-americanos, em especial pelo uso do que ele chama de “totalitarismo soft”, isto é, aquele que causa vergonha e destruição profissional a quem diverge das ideias da elite liberal.

Viganò Stands with 88-Year-Old Chinese Cardinal Against Vatican Aggression

Carta do Cardeal Vigano ao Cardeal Zen, tratando da perseguição que este último vem sofrendo por parte das autoridades pontifícias devido ao seu posicionamento frente ao acordo entre a Santa Sé e Pequim.

Leo XIII, Lover and Reformer of Liturgical Music

O trabalho, pouco lembrado hoje, de Leão XIII na restauração da música litúrgica.

Eastern married priests are a blessing – but not a model for the West

Texto que discute as diferenças de significado de um clero casado para as disciplinas Ocidental e Oriental.

Peaceful deaths are not always the most holy

A morte na perspectiva de várias famílias religiosas monásticas mostra que nem sempre aquilo que hoje entendemos como uma “morte em paz” significa uma boa morte, isto é, uma morte santa.

Where Is God in a Pandemic?

O Pe. Lames Martin SJ mostra nesse texto sua religião imbuída de naturalismo que, desde muito, já não é mais católica. Infelizmente, suas palavras viraram lugar comum entre muitos líderes da Igreja.

Cardinal Kung Pin-mei: A Saint Without Halo

A história de um campeão da fé traído, assim como toda a Igreja na China, pelo recente acordo da Santa Sé com o Partido Comunista Chinês.

Suspending public Mass is not new

A suspensão de missas em tempos de peste não é uma novidade.

Capuchin history a reminder that death often brings new Catholic life

Um resume do início da história dos capuchinhos, que nasceram e cresceram em meio a pestes.

Desabafo de um Padre do Interior do Rio de Janeiro sobre o Coronavírus e a Liberdade Religiosa

Depoimento do conhecido Pe. David Francisquini, ligado à TFP, sobre como a atual crise de saúde pública está sendo vivenciada no interior do Rio de Janeiro.

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Sociedade

Perguntas numa crise

Como complemento à reflexão contida no vídeo acima, indico a leitura dessas duas entrevistas (já traduzidas para o português):

O Coronavírus e a mão de Deus – Entrevista com o Arcebispo Carlo Maria Viganò

A pandemía do coronavírus e a Igreja – Entrevista com D. Athanasius Schneider