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Crise Cultura Sociedade

A construção e destruição dos ciclos culturais

Gravação de uma pequena palestra de Mário Ferreira dos Santos, na qual ele analisa as etapas de destruição e construção dos ciclos culturais, dando destaque às fases histórico-sociais pelas quais eles passam e às forças antagônicas representadas pelo termo médio (aquele que dá coesão ao ciclo = consenso constituído por uma teovisão, a autoridade que promana dela e a comunidade de interesses éticos) e pelos elementos antitéticos (conceitos remanescentes de outros ciclos, valorização excessiva do cosmológico, a centralidade do homem, a negação de nossa capacidade cognoscitiva – agnosticismo, niilismo -, valorização da filosofia contra a teologia, a ciência prática tomada apenas no seu aspecto empirista):

Gostaria muito de ouvir à outra palestra sobre a qual ele se refere no final e que trata de como se pode restaurar o termo médio sem cair na ilusão romântica.

É interessante como o fim de um ciclo da maneira descrita por Mário se encaixa perfeitamente na situação atual do Ocidente e de como isso remete à obra clássica de Guenon A crise do mundo moderno.

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Educação Sociedade

Ideologia de gênero na escola

 

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Nossa Senhora

Cenas da definição do Dogma da Assunção

Dos arquivos do British Pathé, de 1 de novembro de 1950 (ano do jubileu), vemos cenas da definição do Dogma da Assunção pelo Venerável Papa Pio XII:

E aqui uma bela foto tirada durante a Missa desse dia na Basílica de São Pedro:

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Sociedade

Catolicismo e pentecostalismo frente ao materialismo das áreas urbanas

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Espiritualidade

Santo Inácio: o desentortador de vidas

“O homem é criado para louvar, prestar reverência e servir a Deus nosso Senhor e, mediante isto, salvar a sua alma; e as outras coisas sobre a face da terra são criadas para o homem, para que o ajudem a conseguir o fim para que é criado.”

Nesta aula, Padre Paulo Ricardo propõe uma reflexão sobre o famoso “princípio e fundamento” dos “Exercícios Espirituais”, de Santo Inácio de Loyola. Se você quer desentortar a sua vida, não basta fazer a coisa certa! É necessário fazer a coisa certa… pela razão certa!

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Liturgia

Ler mais a Bíblia na Missa é sempre melhor?

Tradução e adaptação deste texto.

O Lecionário multianual do Novus Ordo, que contém uma vasta quantidade de trechos da Escritura, é superior ao Lecionário anual do usus antiquior? Por muito tempo, essa pergunta dificilmente era levada a sério, pois se assumia que a resposta era um autoevidente “sim”. É gratificante, portanto, observar que mais e mais pessoas estão acordando para a seriedade da questão e realizando comparações e estudos, em vez de considerar, à moda moderna, que “maior” é “melhor”.

Décadas de experiência com os dois lecionários me levou, de fato, a uma conclusão oposta: o novo Lecionário é pesado e difícil de ter seu propósito entendido, enquanto o antigo ciclo de leituras é belamente proporcionado ao seu fim litúrgico e ao ritmo natural do ano. A repetição regular e reconfortante das leituras ajuda o fiel a absorver seus ensinamentos cada vez mais profundamente.

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Apologética Crise Pastoral

Por que os católicos deixam a Igreja?

Segundo o Pe. Robert Barron, após uma pesquisa feita, foi constatado que há três problemas graves e que podem ser solucionados apenas pela boa vontade dos padres e daqueles que estão a frente das nossas pastorais:

  • A má atenção dada pelos que estão à frente das nossas pastorais e secretarias paroquiais (que muitas vezes são o primeiro contato que pessoas que estão fora da Igreja tem com esta);
  • As más e despreparadas pregações dos bispos, padres e diáconos (que, na maioria das vezes, não tem mais o propósito de responder os anseios e as dúvidas das pessoas e são vagas e sem um objetivo);
  • A falta de comunicação e integração da comunidade (principalmente quando alguém abandona a vida comunitária e não é procurada por ninguém).
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Catequese Espiritualidade

O silêncio de José

Vale a pena examinar um pouco a vida de São José. A Bíblia nada fala sobre ele, nem sequer cita uma palavra dita por ele. De Maria sabe-se mais, podemos até decorar o Magníficat; mas de José não há nada! De Maria nós conhecemos o diálogo que teve com o anjo: este falava e ela respondia… Foi até elogiada por Gabriel! A Bíblia menciona José apenas para dizer que um anjo o abordava em sonho para dar-lhe alguma ordem. E ele obedecia (Cf. Mt 1,20; 2,13.19-22).

Que terá feito José na vida? Nada sabemos! Não existe nenhum registro, nenhum documento… Nem mesmo uma cadeira que se possa dizer ter sido fabricada por ele. Beseleel era um carpinteiro que ficou famoso por ter feito a Arca da Aliança. Isto está registrado na Bíblia (Cf. Ex 31,1-11). Mas José fez o quê, como carpinteiro? Desconhecemos.

Por que, então, José é santo, se aparentemente não fez nada, não disse nada, não perguntou nada? E é o santo predileto de inúmeras pessoas! Santa Teresa de Jesus considerava-o o santo de sua predileção.