Uma foto bem interessante que mostra o Padre Leon Dehon, fundador da Congregação Sacerdotal do Sagrado Coração de Jesus (Congregatio Sacerdotorum a Sacro Corde Iesu), também conhecida como Congregação dos Dehonianos, celebrando a Santa Missa no rito gregoriano numa igreja chinesa. De acordo com um antigo privilégio (Breve de 25 de janeiro de 1615 de Paulo V) garantido aos missionários na China, o padre e os acólitos colocavam em suas cabeças chapéus jijin (祭巾, tsikin, tsikim, tsi-kim – literalmente “chapéu do sacrifício”) – quadrados, feitos com brocados de seda e com uma faixa de couro ajustável por um par de laços no canto aberto.
Ano: 2015
A fofoca é um pecado grave?
Muitos tendem a considerar a popular “fofoca” como uma falta leve, um “pecadinho” de nada. Falar mal dos outros se tornou um hábito tão comum, que chega a parecer algo normal. Mas, será isso mesmo? Os pecados da língua são realmente tão inofensivos quanto se pensa? Descubra neste vídeo a resposta católica, a partir das lições do Magistério da Igreja e da doutrina de Santo Tomás de Aquino.
O glorioso São José
Nos últimos séculos, a religiosidade popular e o ensinamento dos Papas têm reconhecido cada vez mais a importância de São José na vida da Igreja. Como podemos explicar este fenômeno?
Mais do que simples entusiasmo, a piedade cristã precisa ser alimentada pela verdades da fé. O que dizem as Sagradas Escrituras, os santos, a teologia e o magistério a respeito de São José?
Artigo do filósofo inglês Roger Scruton, publicado originalmente na revista American Spectator, e traduzido para o português por Hugo Medeiros (fiz pequenas modificações estilísticas):
Platão continua sendo o nosso melhor crítico de rock.
“Os modos de compor poesia e música não são alterados em qualquer lugar sem que haja uma mudança nas leis mais importantes da cidade.” Assim escreveu Platão na República (4.42c). A música, para Platão, não era um divertimento neutro. Poderia expressar e estimular a virtude – nobreza, dignidade, temperança, castidade. Mas também poderia expressar e estimular o vício – sensualidade, agressividade, indisciplina.
A preocupação de Platão não era muito diferente da de um homem moderno receoso com o caráter e o efeito moral do Death Metal, digamos, ou do kitsch musical do gênero de Andrew Lloyd Webber. “Os nossos filhos deviam estar ouvindo essas coisas?” é a pergunta que surge na mente dos adultos modernos, assim como “a cidade deveria permitir isso?” era a questão na mente de Platão. Claro, há muito desistimos da ideia de proibir certos tipos de música por meio de leis. No entanto, é ainda comum acreditar que a música tem – ou pode ter – um caráter moral, e que o caráter de uma obra ou de um tipo de música pode “se impregnar” de alguma maneira em seus devotos.
De como a tecnologia matou o futuro
How Technology Killed the Future
Um artigo extraordinário de Douglas Rushkoff (estava na minha lista de leituras do Pocket desde o ano passado) que aborda o grande presente em que todos vivemos devido à desconstrução de narrativas com começo, meio e fim pelo uso de meios de tecnologia da informação. Destaco o seguinte trecho da segunda página para vocês terem uma ideia de como ele aborda o tema:
But without a guiding narrative to make sense and create purpose, we end up relying too much on whatever happens to be happening in the moment. When it occurs, we over-respond to the latest school shooting. But over the long term, we lack the resolve or attention span to do anything to stop others from occurring. Terror and rage replace our ideological goals; we end up reacting only to the latest crisis. And, because of what we can find (and what we can say) on the Internet, we react with a false confidence in our command of the facts. Just because we can all blog in the same size font doesn’t mean all of our opinions are equally valid or informed.
Mais uma vez, vejo meus temores sobre a ampliação da superficialidade nas relações humanas serem confirmados por um pensador de peso… e, no que se refere ao foco deste blog, ficam algumas perguntas após a leitura do texto:
- Como a Igreja pode atualizar a mensagem do Evangelho numa sociedade em que seus membros se preocupam mais em resolver problemas do cotidiano com rapidez do que em chegar a algum lugar?
- A atividade eclesial, em especial no campo litúrgico e catequético, deve acompanhar a tendência de valorizar a pontualidade (coisas específicas), ou, ao contrário, deve se mostrar como um refúgio a tudo isso, articulando ações com um fim e um ápice claro, mesmo quando a mera menção de tal caminhada afasta muitas pessoas?
Renascimento do latim?
Um vídeo da conferência dos bispos dos EUA questiona o abandono do latim para a Igreja e a cultura ocidental e examina o movimento em prol da retomada dessa língua na vida eclesial:
Cerimônia da Coroação Papal
Eu não sou, em hipótese alguma, um dos saudosistas do “Papa Rei” e já tive com vários amigos, igualmente amantes da tradição da Igreja, discussões sobre o motivo de ver com bons olhos a extinção da coroação papal e, em conseqüência, do uso da Tiara Pontifícia pelo Sucessor de Pedro. Dito isso, não se pode negar o senso de sacralidade que essa cerimônia e as suas assemelhadas (como a do coroação da rainha Elizabete II) dão a quem está investido de um poder temporal, fazendo-lhe lembrar das responsabilidades inerentes à missão que a Providência lhe destinou.
Abaixo podemos ver um raro filmete com a coração do Papa João XXIII:
Hoje pela manhã ao acordar notei que um ladrão tinha entrado durante a noite na minha casa – ou pelo menos em parte dela, a garagem – e roubado uma bicicleta que custei muito a comprar. Minha decepção foi grande, em especial pelo fato de que se eu o tivesse visto teria dado uma boa lição nele (na verdade, acho que foi mais de um). Mais tarde, na universidade ouvi uns alunos comentando sobre a “perseguição às esquerdas” no bojo das notícias envolvendo a “operação lava-jato”. Não pude, então, deixar de pensar na completa falta de caráter desse povo, que se considera um bastião da ética (já que pensa que “luta” pelos desfavorecidos), mas consegue ser condescendente e cego em relação à roubalheira dos petistas & Cia. Não vivo de roubo, luto para ter as minhas coisas e, naturalmente, fico revoltado quando elas são surripiadas; penso que essa seja a postura natural de qualquer pessoa com a cabeça no lugar. Agora, se é assim em relação aos bens individuais, pior em relação aos bens públicos. Como essas pessoas, tal qual os judeus de 2000 anos atrás que preferiram Barrabás, não se incomodam com o roubo? Como não se incomodam com pessoas ganhando milhões às nossas custas sem ter feito nada para isso? Certamente temos aí um problema espiritual (falta de um norte ético transcendental), mas também uma falta de ponderação sobre as consequências práticas do que se defende que está bem retratada no seguinte texto publicado na Veja de 19 de março do ano passado:
Imagine qual seria a reação se, em 1974, o general presidente do Brasil Emílio Garrastazu Médici ocupasse a tribuna diante da Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York, e afirmasse: “Temos que dizer aqui o que é uma verdade conhecida. Torturas, sim, temos torturado: torturamos e vamos continuar torturando enquanto for necessário”. Médice seria, justamente, execrado como um ditador. Em dezembro de 1964, porém, o argentino Ernesto Guevara, que com o apelido de Che ajudou Fidel Castro no triunfo do golpe comunista em Cuba, foi à ONU e confessou: “Nosotros tenemos que decir aquí lo que es una verdad conocida: fusilamientos, sí, hemos fusilado; fusilamos y seguiremos fusilando mientras sea necesario“. Já se passavam seis anos da tomada do poder pelos comunistas em Cuba, e Guevara confessava que continuava em plena operação e sem data para arrefecer sua máquina de assassinatos políticos na prisão de La Cabaña. Seis anos de execuções sumárias de vítimas que chegavam ao paredão exauridas, pois delas se tirava até parte do sangue para transfusões. Seis anos, e dissidentes continuavam sendo fuzilados. Guevara foi o único guerrilheiro a matar muito mais gente de mãos atadas e olhos vendados do que em combate – que, ao contrário da lenda, ele evitava ainda mais que o banho. Qual foi a reação naquele instante em que permanecia na audiência uma maioria de representantes de países “não alinhados”, eufemismo para “pró-soviéticos”? Guevara foi aplaudido por 36 segundos. No New York Times do dia seguinte, o redator mesmerizado, fingiu que não ouviu a confissão de assassinato de Guevara, descrito como “versátil”, “economista autodidata” e “revolucionário completo”. A duplicidade ética não é uma exclusividade das esquerdas. Mas elas são inexcedíveis nesse truque, que apesar de velho, ainda funciona.. O ensurdecedor silêncio enquanto jovens mártires venezuelanos são torturados e mortos nas ruas é a prova disso.