Recentemente ouvi de uma pessoa bem atuante na vida eclesial aquelas frases velhas como uma viagem de LSD dos anos 70:
– Não, não… tudo está melhor desde a “reforma” da liturgia e desde que paramos com o legalismo e a doutrinação fria em respeito ao espírito do Concílio. Não… tudo está melhor mesmo… você, por acaso, fala latim?
Não resisti e mostrei o seguinte vídeo de uma procissão de Corpus Christi na cidade de Colônia, completamente destruída pelos bombardeios da Segunda Guerra, em 1947:
Aí tive de concluir com ironia:
– É isso mesmo… nada se compara com hoje! Que igreja vibrante e fiel nós temos agora! Os seminários estão cheios, os conventos estão lotados, as filas de confissão são longas. Há tantas escolas e hospitais sendo construídos. E tente contar os casamentos e os batismos! Bem! Eu quero dizer … uau … certo?

Todas as coisas criadas são intermediários, sinais, aparências. Mas algumas, dentre elas, são intermediários em segundo grau, sinas de sinais, aparências de aparências. Assim sucede com o dinheiro, as honrarias, os títulos, os prazeres artificiais, etc. E são precisamente estes fantasmas o objeto preferido da idolatria moderna, são estes bens ultra-relativos os que mais captam o nosso desejo de absoluto. Já se não adora o sol, as plantas ou os animais (que pelo menos têm o mérito de serem intermediários necessários entre o homem e o seu fim supremo), mas sim uma etiqueta política, uma condecoração, uma nota de papel.